
Carcará
Maria Bethânia
Resistência e coragem no sertão em “Carcará” de Maria Bethânia
A música “Carcará”, interpretada por Maria Bethânia, usa a figura do carcará, uma ave de rapina típica do sertão nordestino, para representar a força, a coragem e a luta pela sobrevivência dos sertanejos diante das dificuldades do semiárido. O verso “Carcará pega, mata e come / Carcará num vai morrer de fome” mostra como, assim como o pássaro, o povo do sertão precisa ser resiliente e determinado para não sucumbir à fome e à seca. A letra destaca o carcará como “malvado” e “valentão”, comparando-o à águia do sertão e ressaltando sua força e destemor, qualidades essenciais para enfrentar a vida dura da região.
O contexto histórico é fundamental para entender o impacto da canção. Quando Maria Bethânia apresentou “Carcará” no espetáculo “Opinião”, logo após o golpe militar de 1964, a música ganhou um significado político. O carcará se tornou símbolo de resistência diante da repressão e da injustiça social. O trecho que menciona a migração forçada de milhões de nordestinos nos anos 1950 conecta a metáfora do carcará à realidade social: assim como a ave não morre de fome, os nordestinos também lutam para sobreviver, mesmo que precisem deixar sua terra. Assim, “Carcará” vai além de retratar a fauna regional e se transforma em um hino de resistência, coragem e denúncia das condições de vida no sertão e da opressão política da época.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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