
Cirandeiro
Maria Bethânia
A força da coletividade e do afeto em “Cirandeiro”
“Cirandeiro”, interpretada por Maria Bethânia, valoriza a cultura popular nordestina ao usar a ciranda como símbolo de união, celebração e pertencimento. A dança tradicional do Nordeste não aparece apenas como ritmo, mas como elemento central que representa a coletividade e a alegria de estar junto. O verso repetido “Ó cirandeiro, ó cirandeiro, ó / A pedra do teu anel / Brilha mais do que o sol” destaca a admiração pelo cirandeiro, transformando-o em uma figura quase mítica, cuja simplicidade e beleza superam até mesmo o brilho do sol.
A letra também faz conexões entre o cotidiano e o universo, algo típico da tradição oral nordestina. Imagens como estrelas, lua cheia e o farol de Santarém ampliam o cenário da música, mostrando como o imaginário popular mistura elementos da natureza com sentimentos humanos. No trecho “Não é lua nem estrela / É saudade clareando / Nos olhinhos de meu bem”, a saudade é apresentada como uma luz própria, mais forte que qualquer astro, reforçando a intensidade das emoções. Já “São sete estrelas correndo / Sete juras a jurar / Três Marias, Três Marias / Se cuidem de bom cuidar” faz referência à constelação de Órion (as Três Marias), misturando mitologia popular e afeto, e trazendo a ideia de promessa e proteção no amor. Assim, “Cirandeiro” celebra a beleza do simples, a força dos laços afetivos e a riqueza simbólica da cultura brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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