
A Terra Tremeu
Maria Bethânia
Força ancestral e resistência em “A Terra Tremeu”
Em “A Terra Tremeu”, Maria Bethânia constrói uma ponte simbólica entre diferentes polos da diáspora africana, logo no início, ao evocar “Jamaica, Salvador...”. Essa referência destaca a força e a resistência das culturas afrodescendentes em várias partes do mundo. A participação do grupo sul-africano Ladysmith Black Mambazo, junto à sonoridade brasileira, reforça a reverência às raízes africanas e à ancestralidade, criando uma atmosfera de celebração e respeito.
A canção utiliza elementos da espiritualidade afro-brasileira, como Olorun, divindade suprema iorubá, e o Ofá, arco e flecha de Oxóssi. Esses símbolos representam proteção, força e a presença constante dos ancestrais na luta diária. A repetição de “E a terra tremeu, tremeu, tremeu!” e “E o céu mudou de cor” sugere momentos de transformação profunda, tanto espiritual quanto social, remetendo a episódios de resistência e superação. Versos como “Sou filha do vencedor / Que nunca me esqueceu” reforçam o orgulho da herança e a continuidade da luta, enquanto “Ofá na mão o protegeu” e “sua flecha percorreu / guiada pelas mãos de deus” associam a trajetória do povo negro à proteção divina e à justiça. Ao final, a menção a Olorun como aquele que “nos deu” o guerreiro negro celebra a ancestralidade e a força coletiva, transmitindo esperança, dignidade e respeito às tradições afro-brasileiras.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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