
Vera Cruz
Maria Bethânia
Identidade e ancestralidade em “Vera Cruz” de Maria Bethânia
A música “Vera Cruz”, interpretada por Maria Bethânia, destaca a construção de uma identidade nacional marcada pela resistência, diversidade e autonomia cultural. O verso “Chefe de outra pátria não me induz / Quem vai me guiar” expressa claramente a recusa de influências externas e o orgulho de uma trajetória própria, reforçando o compromisso de Bethânia com as raízes afro-brasileiras, especialmente no contexto de seus 60 anos de carreira. A menção aos “quilombos de além-mar” conecta a luta dos povos africanos escravizados à formação do Brasil, ressaltando a importância da ancestralidade como base da canção.
A letra integra referências a diferentes tradições religiosas e culturais, como em “Águas de lemanjá / De Tupã irmã sou de Jesus / Filha de Oxalá”, mostrando a convivência entre catolicismo, candomblé e tradições indígenas. O título “Vera Cruz”, originalmente ligado ao período colonial, é ressignificado como símbolo de resistência e pluralidade. Figuras como Clementina de Jesus (Quelé), Chico Xavier e Zé Pelintra são citadas para reforçar a riqueza espiritual e cultural do país. Versos como “Sou feita de preceitos / Posso te apavorar / Navego em minhas veias as mandingas do Pará” celebram os saberes populares e as religiões de matriz africana. Ao afirmar “Nação hermafrodita / Sou homem, sou mulher”, a música amplia o conceito de brasilidade, abraçando a fluidez de gênero e a multiplicidade de experiências presentes na cultura brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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