
Peixes
Mariana Aydar
Reflexão sobre liberdade e rotina em “Peixes” de Mariana Aydar
Em “Peixes”, Mariana Aydar faz uma crítica sensível à sensação de aprisionamento e insatisfação que marca a vida contemporânea. Ao comparar peixes, pássaros e pessoas, a artista destaca como muitos vivem calados, incapazes de expressar seus desejos e sentimentos. O verso “peixes são iguais a pássaros / só que cantam sem ruído” mostra essa ideia de silêncio forçado, sugerindo que, assim como os peixes não têm voz, as pessoas também acabam silenciadas pelo cotidiano. O contexto do álbum reforça essa reflexão, abordando a busca por uma vida mais autêntica em meio à correria e à superficialidade. A imagem das pessoas como “decoração das casas” ressalta a perda de essência e liberdade, tornando-se apenas parte do cenário.
A repetição de versos como “nós vivemos como peixes / com a voz que nós calamos / com essa paz que não achamos” e “nós morremos como peixes / com amor que não vivemos / satisfeitos? mais ou menos” evidencia a resignação e a dificuldade de encontrar realização verdadeira. Metáforas como “iscas que mordemos” e “anzóis atravessados” representam as armadilhas e escolhas que nos prendem, muitas vezes em busca de algo inalcançável, resultando em “gritos abafados”. Assim, “Peixes” convida o ouvinte a refletir sobre as limitações impostas por estruturas sociais e internas, questionando se estamos realmente vivendo ou apenas sobrevivendo, presos em nossos próprios aquários e gaiolas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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