
Romance de La Luna, Luna
Marianna Leporace
Dualidade e destino em “Romance de La Luna, Luna”
Em “Romance de La Luna, Luna”, Marianna Leporace interpreta uma das mais emblemáticas narrativas do “Romancero gitano” de Federico García Lorca, onde a lua é personificada como uma figura feminina sedutora e, ao mesmo tempo, ameaçadora. A descrição da lua com “polisón de nardos” e “senos de duro estaño” mistura sensualidade e frieza, simbolizando a morte inevitável que atrai e fascina o menino, mas também o condena. Essa dualidade é central na tradição cigana e no destino trágico, temas recorrentes na cultura andaluza retratada por Lorca.
A história se passa na forja, onde o menino encontra a lua. Ela o adverte sobre o perigo dos ciganos, dizendo que fariam “collares y anillos blancos” (colares e anéis brancos) com seu coração. No entanto, a verdadeira ameaça é a própria lua, que, ao dançar e seduzir, conduz o menino à morte, evidenciado quando ele é encontrado “con los ojillos cerrados” (com os olhinhos fechados). O canto repetido da zumaya, ave noturna associada a presságios de morte, e o lamento dos ciganos ao final reforçam o tom sombrio e fatalista da música. A interpretação de Leporace ressalta a tensão entre fascínio e temor diante do destino, mostrando como a morte é apresentada como parte inevitável da experiência humana.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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