
Samba no Terreiro
Mariene de Castro
Sincretismo e celebração em “Samba no Terreiro” de Mariene de Castro
“Samba no Terreiro”, interpretada por Mariene de Castro, explora o sincretismo religioso presente na cultura afro-brasileira ao unir referências do candomblé e do catolicismo. A letra destaca essa fusão ao citar “A lua do Santo Jorge, água de Oxum clareou”, onde São Jorge, associado a Ogum, e Oxum, orixá das águas doces e da feminilidade, simbolizam a convivência harmoniosa entre diferentes tradições religiosas. A imagem da lua iluminando o terreiro remete aos rituais noturnos e à importância dos astros nas práticas espirituais, criando uma atmosfera de celebração coletiva e conexão com o sagrado.
A música também retrata o cotidiano do samba de roda, trazendo elementos como o amor que busca a viola “no penhor do quintadeiro” e o “barril de licor de carambola”, que evocam a simplicidade e a alegria das festas populares do Recôncavo Baiano. O refrão “Clareou, clareou / As almas de Luz a Lua clareou” sugere tanto a iluminação do espaço quanto uma purificação espiritual, mostrando como a música e a dança renovam as energias da comunidade. Ao mencionar “Santa Clara clareou / São Domingo alumiou”, a canção amplia o sentido de bênção, mostrando que a proteção e a luz vêm de diferentes santos e orixás, reforçando a união e o respeito entre crenças diversas na cultura brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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