
Foguete
Mariene de Castro
Tradição e saudade no reencontro em "Foguete"
A música "Foguete", de Mariene de Castro, retrata com sensibilidade como gestos simples do cotidiano, como "soltar foguete" e preparar a casa, representam a esperança e a celebração diante do retorno de um amor. O foguete, elemento típico das festas populares do interior do Brasil, reforça o clima de expectativa alegre e conecta a canção à cultura nordestina, uma marca importante no trabalho da artista. A repetição do verso "Tantas vezes eu soltei foguete / Imaginando que você já vinha" destaca a ansiedade e o desejo pelo reencontro, enquanto a expressão "barulheira que a saudade tinha" traduz de forma direta o incômodo e a intensidade da ausência.
A letra faz referência ao verso de João Cabral de Mello Neto — "Um galo sozinho não tece uma manhã" —, ampliando o sentido de solidão e mostrando como a presença do outro é fundamental para dar sentido à vida. O canto do acauã, pássaro ligado à saudade e à espera, reforça o tom nostálgico da música. Os preparativos para o reencontro, como "tirei a renda da naftalina" e "varri a casa com vassoura fina", evidenciam o cuidado e o carinho dedicados ao momento, transformando o lar em um espaço de acolhimento. Ao final, a comparação do amor com uma "festa de São João" sintetiza a alegria, a sinceridade e o espírito coletivo presentes tanto na letra quanto na atmosfera afetiva da canção.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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