Assim Nasceu o Xaxado

Marinês

Xaxado!
Xaxado!

Ei, xaxado nascesse no meu sertão
Na alma dos nordestinos, como nasceu o baião

Ei, xaxado nascesse no meu sertão
Na alma dos nordestinos, como nasceu o baião

Nascesse das bandoleiras, alpargatas e cinturão
Nascesse das carabinas, dos cabras de lampião
Dos que tem sorriso quente das cabrochas do sertão

Ei, xaxado nascesse no meu sertão
Na alma dos nordestinos como nasceu o baião

Nascesse no pé da serra, onde a asa branca faz ninho
Maracujá bem florido se estende bem rasteirinho
Onde o poeta e o repente sufoca as mágoas no pinho

Ei, xaxado nascesse no meu sertão
Na alma dos nordestinos, como nasceu o baião

Teu batuque é diferente que no outro lugar não vejo
Batuque dos corações, dos poetas sertanejos
Desde do pecado inocente, dava o seu primeiro beijo

Ei, xaxado nascesse no meu sertão
Na alma dos nordestinos, como nasceu o baião

Tu carregas mais saudades, que pau de arara que vem
Tens o esquente das moças que dançam no xenhenhém
Só o anel de doutor, o meu xaxado não tem

Ei, xaxado nascesse no meu sertão
Na alma dos nordestinos como nasceu o baião

Ei, xaxado nascesse no meu sertão
Na alma dos nordestinos como nasceu o baião

Não consegui identificar se fala na letra as mágoas ou sua voz
Esse verso não consegui identificar inteiro, ainda mais o começo
Não tenho certeza se a palavra é essa mesmo

Composição: Onildo Almeida, Agripino Aroeira. Essa informação está errada? Nos avise.

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