
Colorada
Mário Barbará
Violência histórica e crítica social em “Colorada” de Mário Barbará
A música “Colorada”, de Mário Barbará, retrata de forma direta a brutalidade dos conflitos históricos no Rio Grande do Sul, especialmente durante as revoluções entre os grupos dos lenços brancos e colorados. O termo “gravata colorada” é central na canção e faz referência à degola de prisioneiros, prática comum nesses confrontos. A transformação do “lenço branco” em “um rubro de sol” simboliza a passagem da paz para a violência, mostrando como o sangue derramado era uma constante, independentemente do lado envolvido. O verso “Se o lenço era colorado o novo é da mesma cor” reforça a ideia de que a morte apenas alimentava o ciclo de violência, sem distinção entre vítimas e algozes.
Barbará também questiona a moralidade da guerra ao afirmar: “Quem mata chamam bandido quem morre chamam herói / O fio que dói em quem morre / Na mão que abate não dói”. Ele evidencia como os conceitos de heroísmo e vilania são relativos e dependem da narrativa dos vencedores, que muitas vezes anestesiam a consciência de quem perpetra a violência. A canção ainda ironiza a corrupção e o caos político da época ao mencionar que “os morto votavam / E governavam os vivos até nas eleição”, além de destacar a escassez de munição e o uso de “ferro branco” (facas), ressaltando o caráter pessoal e visceral dos combates. Com um tom sóbrio e descritivo, “Colorada” faz uma crítica à perpetuação da violência e à romantização dos conflitos regionais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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