
Tempo de Menino
Martinho da Vila
Infância e desigualdade em “Tempo de Menino” de Martinho da Vila
“Tempo de Menino”, de Martinho da Vila, retrata a infância de meninos pobres, marcada tanto por brincadeiras tradicionais quanto pela necessidade precoce de trabalhar. A letra faz referência a moedas antigas, como “dez réis, vintém, um tostão”, o que não só localiza a narrativa em um passado distante, mas também evidencia a precariedade econômica e a distância social enfrentada pelo personagem. Ao citar experiências como “carreguei frete na feira” e “levei bilhete do rapaz pra namorada”, Martinho expõe a dura realidade do trabalho infantil, que impedia muitas crianças de frequentar a escola e aproveitar plenamente a infância.
Apesar do tom nostálgico ao lembrar de soltar papagaio, jogar pião e ser “craque na pelada”, a música traz uma crítica social clara: a infância descrita é atravessada pela desigualdade e pela falta de oportunidades. O verso “só não fui guia de cego, mas fui craque na pelada” mostra que, mesmo diante das dificuldades, havia espaço para pequenas alegrias e conquistas, mas sempre dentro de um contexto de sobrevivência. Assim, “Tempo de Menino” não apenas resgata memórias de um tempo simples, mas também denuncia a necessidade de políticas públicas que garantam uma infância digna e acesso à educação para todos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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