
Em Respeito ao Vício
Matanza
Desencanto e isolamento em "Em Respeito ao Vício" do Matanza
"Em Respeito ao Vício", do Matanza, expõe o desencanto do narrador com o mundo e sua preferência pelo isolamento, tendo o álcool como companhia. Logo no início, versos como “Eu não gosto das coisas que eu vejo / Meu maior desejo eu não sei qual seria / Não penso em nada que eu queira / Além da primeira cerveja do dia” mostram que o personagem não tem grandes ambições além do alívio imediato proporcionado pela bebida. O bar vazio se torna um refúgio, e a socialização é evitada, vista como fonte de problemas e conflitos desnecessários. Essa postura é uma crítica direta à convivência forçada e aos atritos banais do cotidiano.
O sarcasmo aparece em frases como “Eu não tiro a razão do assassino em vários casos que vi”, sugerindo que a convivência com pessoas desprezíveis pode levar qualquer um ao limite. O refrão “Mundo horrível, gente desprezível, a quem vou me justificar / Tão difícil, em respeito ao vício, deixar o conforto do bar” reforça o desprezo pelo mundo e a escolha consciente de se refugiar no vício, não como redenção, mas como uma forma de protesto cínico. Inserida no contexto do álbum "Odiosa Natureza Humana", a música vai além do tema do álcool: ela expressa a desistência de tentar se encaixar em uma sociedade considerada perdida. No final, o narrador assume sua apatia, reconhecendo que pode até piorar o mundo, mas sem se importar, usando o vício tanto como defesa quanto como ataque.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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