
Mulher Diabo
Matanza
A autossabotagem e o vício em "Mulher Diabo" do Matanza
Em "Mulher Diabo", o Matanza utiliza a figura da mulher fatal como metáfora para a autodestruição, transformando o clichê da "mulher diabo" em uma desculpa para o próprio descontrole do protagonista. A letra expõe um ciclo vicioso em que o personagem se entrega à bebida e ao caos, sempre responsabilizando essa figura quase sobrenatural, marcada por "chifre e pelo rabo", símbolos clássicos do diabo e da tentação. O videoclipe, com estética inspirada nos filmes exploitation dos anos 70 e cenas de nudez e violência, reforça o tom provocativo e exagerado da música, deixando claro que tudo é levado ao extremo, sem censura.
A canção trabalha com a ironia ao mostrar o personagem como vítima, quando na verdade ele está preso em um ritual autodestrutivo que ele mesmo alimenta. O trecho “Vai beber, vai cair, levantar / E começar beber de novo” mostra que essa rotina é quase um ritual de autossabotagem, sempre atribuída à influência irresistível da "mulher diabo". Expressões como “se não fosse pelo chifre e pelo rabo não iria me aguentar” reforçam o duplo sentido: além de destacar a imagem demoníaca, sugerem que o desejo e a atração são tão intensos que servem de justificativa para todos os excessos. No fim, a "mulher diabo" representa menos uma pessoa real e mais um símbolo do vício e da dificuldade do protagonista em assumir responsabilidade por suas escolhas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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