
Madrugada
Mateus Fazeno Rock
Espiritualidade e ancestralidade em “Madrugada” de Mateus Fazeno Rock
Em “Madrugada”, Mateus Fazeno Rock inicia a música evocando Madre Rosa Egipcíaca, figura histórica de origem africana que foi escravizada e se tornou símbolo de religiosidade e resistência no Brasil colonial. Ao citar “montada em seu cavalo / correu pelas terras invadidas de Abya Yala”, o artista conecta sua experiência pessoal à luta coletiva dos povos originários e negros das Américas, ressaltando a busca por força ancestral diante da colonização e da violência histórica. Essa referência mostra como a espiritualidade e a memória dos antepassados são fontes de resistência e cura em tempos difíceis.
A repetição do verso “pensando em voltar” expressa o desejo de retorno às origens, à infância e à convivência com os ancestrais, indo além de um simples retorno físico. O trecho “minha bike voava / entre o centro de Fortal e o Pirambu / ou o centro da terra e o oco do céu / onde eu morei com os meus ancestrais” mistura lembranças urbanas de Fortaleza com imagens míticas, mostrando a fusão entre cotidiano e sagrado. Ao mencionar “Menino Jesus de Carapinha”, Mateus subverte imagens tradicionais do divino, aproximando o sagrado da experiência negra. Assim, a madrugada se torna um espaço de reflexão, saudade e reconexão, onde passado e presente dialogam para fortalecer identidade e esperança.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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