Confluência
Matheus Pimentel Nunes
Aos olhos claros da manhãnita de agosto
Adiante ao cinza da tapera da Flotilha
Senti tua brisa me tocar a tez do rosto
Quando o destino te botou na minha trilha
Rio Uruguai, te conhecia pelos livros
De geografia e os de poesia em flor
Se demorei, entenderás os meus motivos
Pois, feito tu, eu também sou caminhador!
Rio Uruguai, minha vidraça se quebrou
Abriu cacimbas e até me fez chorar
Deixei em ti uma lágrima que escapou
Rio de poesia que nasceu do meu olhar!
E pela mágica incerteza da hora certa
Nas pedras d'água pelas margens de Itaqui
Te conheceu este aprendiz do ser poeta
Que traz no olhar as águas turvas do Jacuí
Eu, por costeiro, escutei no teu remanso
Velhas cantigas de antigas lavadeiras
Canções de remo e lamentos pescadores
E nas espumas vi a memória
Que guarda a história desta fronteira!



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