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Letra

    Eu me benzi com a pureza do sereno que pingava
    Na manhã que mal clareava os horizontes de Deus
    Provei a água da sanga num mate de erva buena
    Mimando a alma serena, que tinha um gosto de adeus

    Eu me adocei de pitangas e cantos de sabiás
    Nos olhos dos meus piás, juntando gado de osso
    Numa estância de léguas, povoadas de sentimentos
    Onde a terra é o fundamento, que nos ensina a ser moço

    Eu me pilchei de silêncios e um chapéu copa batida
    Bombacha azul já puída, do tempo das costureiras
    Um pala cor de aurora, com alma de sangue nobre
    Que vez em quando me encobre nas noites desta fronteira

    Eu me olhei refletido no espelho desta planura
    Procurando entre a moldura, um tempo que não tem mais
    Pois descobri que o passado é algo que não nos cabe
    E o tempo velho já sabe, que não vai voltar jamais

    Aprendi ser por inteiro
    Ser eu mesmo, costumeiro
    Não ser igual a ninguém!
    Vivo daquilo que sou
    Me acostumei onde estou
    E como isto me faz bem

    Composição: Gujo Teixeira, Zé Renato Daudt. Essa informação está errada? Nos avise.

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