
Feito o Carreto
Mauro Moraes
Cotidiano e identidade regional em “Feito o Carreto”
“Feito o Carreto”, de Mauro Moraes, retrata com leveza e autenticidade o cotidiano e as relações de amizade na fronteira oeste do Rio Grande do Sul. A letra se destaca pelo uso de expressões regionais e situações típicas, como “chibiando um pouco” (enganando um pouco) e atravessar a aduana com produtos de Paso de los Libres. O trecho “me fiz de louco pra juntar uns troco e passar na aduana / mortadela, queijo, azeite, papa doce e uns sacos de farinha” mostra a prática comum de buscar mercadorias do outro lado da fronteira, algo que faz parte da cultura local e reforça a identidade da região.
A música valoriza a amizade, o companheirismo e as tradições, como em “somos companheiros, somos milongueiros, somos regionais / somos que nem peste da fronteira oeste como nossos pais”. Mauro Moraes ressalta o orgulho de pertencer à fronteira e a continuidade das tradições, transmitindo um forte sentimento de pertencimento. O tom descontraído é reforçado pelo uso de gírias e pela postura do narrador: “não tô nem aí não sou de me exibir eu sou de uruguaiana”, evidenciando simplicidade e autenticidade.
No final, o desejo de mandar um recado ao compadre “que está aquerenciado / na alma do meu violão” mostra que, mesmo com a distância, os laços de amizade e as memórias seguem vivos através da música. “Feito o Carreto” celebra a vida simples, a esperteza e a força dos vínculos humanos na fronteira, usando a milonga para eternizar essas experiências.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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