
Milonga Abaixo de Mau Tempo
Mauro Moraes
Resistência e esperança no cotidiano de “Milonga Abaixo de Mau Tempo”
“Milonga Abaixo de Mau Tempo”, de Mauro Moraes, retrata de forma direta e sensível a vida dos trabalhadores rurais do pampa gaúcho diante das enchentes. A música destaca como as adversidades climáticas afetam não só o sustento, mas também a espiritualidade dessas pessoas. No trecho “O campo alagado nos obriga à reza, / No ofício de quem leva pra enlutar as mágoas”, fica claro que a fé surge como resposta à luta diária pela sobrevivência. A relação entre homem, natureza e trabalho aparece nos detalhes do olhar triste do gado e no esforço dos peões para salvar os animais, evidenciando a resiliência necessária para enfrentar o mau tempo.
O refrão traz um pedido por notícias da vida simples e dos animais, como em “Me fala que a égua tá prenha, que o porco tá gordo, / Que o baio anda solto, / Que toda cuscada lá em casa comeu.” Esses versos ressaltam o valor dos laços familiares e da esperança, funcionando como um alívio emocional diante das dificuldades. A canção também faz referência a práticas religiosas e tradições locais, como em “Dei falta da santinha limpando os peçuelos / E do terço de tentos das prece sinuelas”, mostrando como a fé e os rituais ajudam a enfrentar as adversidades. Ao transformar essas experiências em música, Mauro Moraes cria um retrato fiel da resistência e do orgulho regional do povo do pampa, reforçado por interpretações marcantes de artistas como José Cláudio Machado e a dupla César Oliveira & Rogério Melo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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