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Terra e Gente

Mauro Moraes

Letra

    Eu e o meu cavalo amarelado
    Esporeado pelo tempo
    Há tempo andamos na procura justa
    De quem busca a música no silêncio amargo
    Dessa gente tola, que exercita a boca
    Mastigando a orquestração serena das curtidas cenas
    Dominando as artes, sem saber porquê

    Eu e o meu sentido anarquisado
    De levar até o passado
    O pago imperialista das conquistas
    E a pergunta impertinente de quem era a fome
    O lar, a cor, a changa, a sanga
    E a prosáica mutação do canto
    Adiante dos ouvidos surdos
    Dos ilustres latifúndios ataperados de ninguém

    A lida é o que resulta algo melhor
    Depois da estação dos arrozais
    A vida é a inspiração de cada voz
    Cantando mais
    Cantando mais

    A morte é um violão ponteando o Sol
    Além de nós
    A morte é um violão ponteando o Sol
    Além de nós

    Eu e o meu campeiro envelhecer
    Campereando a solidão teatina, ativa, ruralista
    Dos engenhos impassíveis, moedores da consciência
    Servidores da semente, que retalham terra e gente
    Atrofiando a moradia dos que tentam ganhar o dia
    De emoção e suor

    Composição: Mauro Moraes. Essa informação está errada? Nos avise.

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