
Tomara
Linn da Quebrada
Crítica à superficialidade sexual em “Tomara” de Linn da Quebrada
Em “Tomara”, Linn da Quebrada faz uma crítica direta à superficialidade e à mecanização dos encontros sexuais, especialmente quando envolvem corpos dissidentes e marginalizados. A artista utiliza expressões explícitas e duplos sentidos, como em “de que me adianta a neca ser mati ou odara / se na hora do vamo vê”, para questionar a valorização do órgão sexual masculino e a performance heteronormativa. Linn mostra que o prazer vai além do ato físico de “entra e sai vara”, defendendo experiências mais sensíveis, criativas e recíprocas. O uso de termos como “neca”, “vara” e “serpente” reforça o tom provocativo e subverte o discurso tradicional sobre sexualidade, colocando em destaque o desejo por relações menos normativas.
No verso “troquei os paus pelas mãos / aqui o buraco não é pra macho”, Linn recusa as expectativas masculinas e cisnormativas, reafirmando sua autonomia sobre o próprio corpo e prazer. A repetição de “passa boy, passa boyada / já tô mais que acostumada” denuncia a frequência de parceiros que reproduzem padrões vazios e pouco atentos ao desejo do outro, especialmente de pessoas trans e dissidentes. A música, além de irreverente e bem-humorada em versos como “uma lambida nos zoinho é tão gostoso também” e “vou passar minha linguinha bem debaixo da serpente”, serve como ferramenta de resistência e afirmação de identidades marginalizadas, desafiando normas de gênero e sexualidade e celebrando o prazer em sua pluralidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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