
Alandelon Nós Madera
MC Poze do Rodo
Lealdade, traição e retaliação em “Alandelon Nós Madera”
Em “Alandelon Nós Madera”, MC Poze do Rodo transforma uma treta íntima em manual de convivência do bonde, onde lealdade vale mais que quantidade. A música filtra quem fica e quem cai fora: os “amigos” de ocasião somem no aperto — “É só você passar um sufoco que eles sai voado” — e alguns ainda tentam furar a confiança no campo amoroso: “Da em cima da sua mulher” e “Explanou pra minha mina que eu tava com outra na base”. O termo “X-9” marca os delatores, peça central do conflito. O refrão “O bonde é pouco, mas é louco” crava a lógica do grupo pequeno e coeso, e o bordão “Alandelon nós madera” funciona como selo de identidade e prontidão para o que vier, reforçando união e disciplina internas.
A resposta do narrador mistura raiva e pragmatismo: “Eu fiquei boladão” e “bate mó neurose” mostram o impacto, enquanto “paguei com a mesma moeda” assume a regra da retaliação, inclusive no campo afetivo, devolvendo a afronta. “Eu tipo sheik no bagulho” aciona a imagem de status e controle — quem dita as regras não tolera quebra de código. Já “X-9 nós taca fogo” soa como ameaça literal e, sobretudo, simbólica: queimar o traíra, cortar laços e reputação. No fim, a faixa fala de confiança, paranoia e sobrevivência num ambiente em que amizade se prova na pior hora e traição custa caro, consolidando um código de rua que pune delação e deslealdade sem hesitar.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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