
Tralha Rico
Meno Tody
“Tralha Rico” como símbolo de origem e ascensão no trap
Meno Tody transforma “tralha” — gíria da periferia — em medalha, ao se autoproclamar “tralha rico” e virar o estigma do avesso. O contraste em “Ela vem de Gucci e de Prada / eu de Nike porque eu sou tralha” não é só visual: é recusa a uma persona importada e afirmação das origens, mesmo com dinheiro no bolso. O verso “Sou diferente daqueles cara” sela essa identidade, mostrando que a riqueza não o afasta do código de onde veio.
A narrativa é de ascensão e blindagem. “Vim de baixo, agora eu tô subindo” e “Menorzin’, tava na vida sem rumo” acionam a memória da favela para legitimar a ostentação de “só 18, puta e carro de luxo” e “só fiz uns cem mil essa semana”. Ele encara inveja e escrutínio — “Fala do Meno T que dá mídia” — e mantém tom de vitória e proteção, com imagens de “Glock” e “pente estendido” num ambiente hostil. “Sou novinho e sou bandido” opera no duplo sentido típico do trap: estética fora da lei, mais performativa do que confessional. Há crítica social no episódio do Barra Shopping: seguido por segurança, ele reage com “de raiva gastei dez mil”, expondo preconceito de classe e raça e convertendo humilhação em poder de compra. Ao soltar “A Anitta que pediu pra entrar naquele som… os fã dela reclamou”, conecta indústria e rua; a colaboração não vingou por pressão dos fãs, e ele rebate com a hipérbole “o menor de um bilhão”. O mantra “Fé em Deus” abre e fecha a faixa, amarrando ostentação, superação e identidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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