
Crescente / Cavaleiros do Céu (part. Roupa Nova)
Milton Nascimento
Fábula e redenção em “Crescente / Cavaleiros do Céu”
A canção “Crescente / Cavaleiros do Céu (part. Roupa Nova)”, de Milton Nascimento, se destaca por unir o universo mítico do faroeste americano ao sertão brasileiro, criando uma narrativa única e envolvente. Inspirada na clássica “Riders in the Sky” de Stan Jones, a música apresenta um vaqueiro do Arizona, descrito como “desordeiro e beberrão”, que se depara com uma visão apocalíptica: um rebanho em chamas cruzando o céu, perseguido por vaqueiros condenados a galopar eternamente. Essa imagem, já marcante na versão original, ganha ainda mais força na adaptação em português, reforçando o tom de advertência sobre os riscos de uma vida sem rumo ou propósito.
A letra utiliza imagens fortes, como “A rubras ferraduras punham brasas pelo ar” e “os touros como fogo galopavam sem cessar”, para transmitir a sensação de urgência e condenação. O rebanho em chamas e os vaqueiros “vermelhos a queimar também, galopando para o além” simbolizam a punição eterna e a perda de controle sobre o próprio destino. O aviso de um dos vaqueiros – “Cuidado, companheiro, ou tu virás para onde eu vim! Se não mudas de vida tu terás o mesmo fim” – funciona como um alerta moral, conectando a fantasia da narrativa a uma reflexão sobre escolhas e consequências. A introdução instrumental “Crescente” e a participação do Roupa Nova ampliam o clima épico e misterioso, transformando a música em uma fábula sobre redenção e autoconhecimento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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