
Idolatrada
Milton Nascimento
Conflito entre liberdade e afeto em "Idolatrada"
"Idolatrada", de Milton Nascimento, explora o conflito entre o desejo de liberdade e a busca por estabilidade afetiva. A letra contrapõe a figura feminina, ligada ao cuidado com a casa e a família, ao narrador, que se define como "cigano e sonhador". Esse contraste evidencia a tensão entre o enraizamento doméstico e o impulso de partir, de explorar o mundo. O verso “Tu és mulher, cuidas da casa e da família / Mas não és da ribeira” mostra que, embora a mulher seja admirada e essencial, ela não compartilha do mesmo espírito errante do narrador, indicando que pertencem a universos diferentes, mesmo estando juntos.
A canção adota um tom reflexivo ao reconhecer a força e a coragem da mulher, chamando-a de “fogo, vento, chuva da manhã” e “idolatrada amiga destino mulher”. Esses versos destacam a multiplicidade de papéis femininos e a complexidade do amor, que é ao mesmo tempo companheiro, destino e objeto de adoração. O trecho “Tu não vês que nossa vida é nosso filho / Da cor brasileira” sugere que, apesar das diferenças, existe um elo profundo entre eles, simbolizado pelo filho, que une suas histórias e identidades. O contexto do Clube da Esquina e a fusão de jazz com MPB reforçam a ideia de mistura de influências e a busca por conciliar opostos, refletida na letra: o lar e a estrada, o sonho e a realidade, o individual e o coletivo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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