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Contos de Areia

Monarco

Tradição e ancestralidade em “Contos de Areia” de Monarco

“Contos de Areia”, interpretada por Monarco, destaca a forte ligação entre o samba, a religiosidade afro-brasileira e o orgulho da Portela, uma das escolas de samba mais tradicionais do Rio de Janeiro. A música se destaca ao unir figuras históricas e religiosas, como Oranian, um orixá iorubá, e Paulo da Portela, fundador da escola. No verso “No ABC dos orixás / Oranian é Paulo da Portela”, a canção coloca Paulo Benjamim de Oliveira como uma entidade protetora, misturando a mitologia africana com a história do samba carioca e mostrando que a Portela é herdeira de uma tradição sagrada e ancestral.

A letra também valoriza símbolos marcantes da escola, como a águia, citada em “Deu Águia, símbolo da sorte / Pois vintes vezes venceu”, ressaltando as conquistas e o orgulho coletivo dos portelenses. A referência a “Clara Guerreira” homenageia Clara Nunes, cantora ligada à Portela e à religiosidade afro-brasileira, reconhecida tanto na música quanto nos desfiles da escola. Expressões como “Okê, okê Oxossi” e “Epa-hei! Iansã” evocam a força dos orixás, reforçando o clima festivo e reverente do carnaval. Assim, “Contos de Areia” celebra a identidade cultural, a resistência e a alegria do povo do samba, especialmente durante o carnaval, quando a Portela transforma sua história em arte e poesia.

Composição: Norival Reis, Dedé da Portela. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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