
Deh! Vieni Alla Finestra (Opera Don Giovanni)
Wolfgang Amadeus Mozart
“Deh! Vieni Alla Finestra (Opera Don Giovanni)” ambígua
A doçura desta serenata é calculada: por trás do encanto, há armadilha. No Ato II de Don Giovanni, enquanto Leporello, vestido como o amo, afasta Donna Elvira, o próprio Don Giovanni se coloca sob a janela e, com bandolim e cordas em pizzicato, cria um clima íntimo para atrair a criada de Elvira e executar mais uma de suas seduções.
Na letra, o apelo inicial “a consolar il pianto mio” (a consolar meu pranto) revela autoindulgência chorosa; em seguida, o ultimato “morir vogl’io” (eu quero morrer) opera como chantagem emocional. Depois vêm as lisonjas “bocca dolce più che il miele” (boca mais doce que o mel) e “il zucchero… in mezzo al core” (o açúcar... no fundo do coração), que “açucaram” a investida para derreter resistências. Por fim, o pedido “Lasciati almen veder” (deixe-se ao menos ver) reduz o compromisso exigido, tática para conseguir a porta entreaberta. Musicalmente, a escrita simples e elegante de Wolfgang Amadeus Mozart e a forma binária reforçam essa retórica em duas etapas — súplica e lisonja —, emprestando verniz de ternura a um gesto essencialmente manipulador. A serenata “Deh! Vieni Alla Finestra (Opera Don Giovanni)” ilumina a duplicidade que define Don Giovanni: charme na superfície, cálculo por baixo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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