
Malandro
MPB-4
Crítica social e ironia em "Malandro" do MPB-4
A música "Malandro", interpretada pelo MPB-4 e inserida na "Ópera do Malandro" de Chico Buarque, faz uma crítica direta à estrutura social brasileira, mostrando como a corrupção e o jeitinho permeiam todas as camadas da sociedade. A letra constrói uma cadeia de pequenas transgressões: o malandro consome sem pagar, o garçom arca com o prejuízo, o dono do bar repassa o dano ao distribuidor, e assim por diante, até chegar ao banco e ao mercado internacional. Esse ciclo revela que a malandragem não é exclusividade dos marginalizados, mas um reflexo de um sistema onde todos buscam sobreviver ou lucrar, cada um à sua maneira.
O uso do samba de partido alto reforça a ideia de coletividade e improviso, sugerindo que a malandragem é uma resposta coletiva às dificuldades impostas pelo contexto social e econômico. A ironia da letra se intensifica ao mostrar que, mesmo nos níveis mais altos, como usineiros e banqueiros, a lógica do "trambique" persiste. Quando a cachaça, símbolo popular, é rejeitada até por soldados estrangeiros, o ciclo se fecha e o malandro volta a ser responsabilizado por toda a situação. O final, em que o malandro é julgado e condenado "pela situação", evidencia a crítica social: a punição recai sobre os mais vulneráveis, enquanto os verdadeiros responsáveis permanecem impunes. Assim, a canção questiona quem realmente é o culpado em um sistema onde todos participam, de alguma forma, dos esquemas de sobrevivência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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