exibições de letras 602

La Cometierra

Natalia Lafourcade

Rito, busca e cura em “La Cometierra”, de Natalia Lafourcade

Em “La Cometierra”, Natalia Lafourcade assume cadência de rap/spoken word para transformar um gesto ritual — a “menina da cidade” que come terra — em ferramenta de busca e cuidado comunitário. A canção encara a violência que atravessa comunidades mexicanas sem perder o eixo da cura e da resistência. A conexão entre urbano e ancestral aparece em “Debajo de la suela… son el polvo, son la huella errante” (Debaixo da sola… são o pó, são a pegada errante), que guarda a memória de quem migra e desaparece, “el dolor migrante” (a dor migrante). O golpe social se condensa em “me arrebataron a mi madre” (me arrebataram minha mãe), enquanto “dentro de mi boca es como un conjuro” (dentro da minha boca é como um feitiço) remete diretamente à série homônima do Prime Video inspirada em Dolores Reyes: comer terra/raízes não é só metáfora, é o dom que aponta os ausentes. “Llevo una misión, una bandera en alto” (Levo uma missão, uma bandeira erguida) politiza a busca; “honro la vida de los que han marchado” (honro a vida dos que marcharam) reúne quem foi às ruas e quem já partiu; “a encender el corazón” (acender o coração) pede empatia ativa.

A narradora — filha da noite e da rua — encontra força na “la familia que yo encuentro” (a família que eu encontro), símbolo de pertencimento e tribo, afinado com a “ponte para as realidades” que Lafourcade declarou querer construir: lealdade a si, respeito à vida e cuidado das comunidades. Refrães como “seguiré buscando” (seguirei buscando) e “siembra la semilla y cuida tus raíces” (semeie a semente e cuide das suas raízes) sustentam memória e perseverança, com um chamado prático de proteger território, cultura e vínculos. A faixa equilibra ferida — “aunque duele adentro” (embora doa por dentro) — e festa — “celebro… seguir andando” (celebro… seguir andando) —, fazendo da Cometierra um farol para “mundos olvidados” (mundos esquecidos). No auge de sua influência, reforçada pelas indicações ao Latin GRAMMY® por Cancionera, Lafourcade amplia o convite: erguer a bandeira, cuidar da tribo e transformar dor em caminho de volta.

Composição: Natalia Lafourcade / Mónica Elizabeth. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.

Enviada por Lola e traduzida por Talía. Viu algum erro? Envie uma revisão.

Comentários

Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

0 / 500

Faça parte  dessa comunidade 

Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Natalia Lafourcade e vá além da letra da música.

Conheça o Letras Academy

Enviar para a central de dúvidas?

Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

Fixe este conteúdo com a aula:

0 / 500

Opções de seleção