
Rugas
Nelson Cavaquinho
A aceitação da dor e do tempo em "Rugas" de Nelson Cavaquinho
"Rugas", de Nelson Cavaquinho, aborda de forma direta a aceitação do sofrimento como parte inevitável da vida. Logo no início, o verso “Se eu for pensar muito na vida, morro cedo, amor” mostra a consciência de que refletir demais sobre as dificuldades pode ser prejudicial. O personagem da canção prefere suportar as adversidades em silêncio, postura que reflete a própria trajetória de Nelson, conhecido por transformar suas dores pessoais em música.
A imagem das “rugas que fizeram residência no meu rosto” vai além do envelhecimento físico, representando também as marcas emocionais deixadas pelo sofrimento ao longo dos anos. A recusa em demonstrar fragilidade aparece em “Não choro pra ninguém me ver sofrer de desgosto”, reforçando a ideia de força silenciosa e da escolha de esconder a mágoa para não expor a vulnerabilidade. O verso final, “Feliz aquele que sabe sofrer”, resume a filosofia do compositor: a felicidade está em aceitar e conviver com a dor, sem se deixar abater. Essa visão melancólica e serena é uma das marcas do samba e da obra de Nelson Cavaquinho.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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