
Boêmio Demodê
Nelson Gonçalves
Tradição e modernidade em "Boêmio Demodê" de Nelson Gonçalves
"Boêmio Demodê", de Nelson Gonçalves, aborda com ironia e nostalgia o desafio de manter viva a tradição boêmia em meio à modernização acelerada. Logo no início, a música propõe uma "seresta moderninha", misturando o uso de "tu" e "você" e rejeitando o rótulo de "boêmio demodê" (fora de moda). Essa combinação de elementos antigos e modernos mostra a tentativa do personagem de se adaptar aos novos tempos sem perder sua essência, um tema recorrente na carreira de Nelson Gonçalves, que sempre transitou entre o passado e o presente da música popular brasileira.
A letra faz referência à era espacial e à missão Apollo 11, símbolo máximo do avanço tecnológico. Ao dizer que "nem mesmo apolo onze é mais moderno que ela" (nem mesmo a Apollo 11 é mais moderna que ela), a canção brinca com a ideia de que, apesar das inovações, a seresta – mesmo reinventada – ainda tem seu valor. O trecho "Minha seresta não terá pinga na rua, não terá luar nem Lua e nem lampião de gás" destaca a ausência dos símbolos clássicos do romantismo, como a lua e o lampião, que já não fazem parte do universo dos namorados. Essa falta reforça o tom nostálgico e a sensação de deslocamento do boêmio diante das mudanças, mas também sugere, de forma irônica, que o romantismo precisa se reinventar para continuar existindo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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