
Apogeu
Nelson Gonçalves
Fama, lealdade e queda em “Apogeu”, de Nelson Gonçalves
Em “Apogeu”, o ponto central não é punir o amigo ingrato, e sim lembrá‑lo de como agir no topo. Mesmo esquecido, o eu lírico reafirma lealdade e partilha — “O pouquinho que eu tenho / Chega também pra você” —, transformando a bronca em cuidado. O aviso é claro: o sucesso é passageiro e costuma trazer esquecimento — “Depois que você está no apogeu, / Esqueceu o maior amigo seu”. A resposta proposta é generosidade com prudência. Composta por Herivelto Martins e Cícero Nunes, a canção soa como um conselho popular ao amigo no auge. A interpretação firme de Nelson Gonçalves amplia o alcance desse recado e dá peso à lição sobre fama e memória.
As imagens guiam o sentido. “A vida tem duas escadas / Uma que sobe, outra que desce” resume os ciclos: quem sobe tende a esquecer quem ficou embaixo; por isso, “Cuidado amigo / A descida é bem cruel!” pede prudência. Já “Esta vida é um teatro / Cada qual tem seu papel” organiza a ética da convivência: a quem está em evidência cabem humildade e lealdade; a quem foi esquecido, firmeza e mão estendida. O contexto confirma: a letra trata de ingratidão e efemeridade do sucesso, num formato direto e memorável. Cícero Nunes também assina “Mensagem”, e Herivelto, “Aquela Mulher”, referências do mesmo período que reforçam essa veia de conselho claro e popular.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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