
Vermelho 27
Nelson Gonçalves
Solidão e decadência em "Vermelho 27" de Nelson Gonçalves
Em "Vermelho 27", Nelson Gonçalves usa o universo dos jogos de azar para retratar a trajetória de um homem que, obcecado pela roleta, acredita controlar a própria sorte. O número "vermelho 27" simboliza essa ilusão de domínio, enquanto a letra revela como a busca incessante por fortuna leva à perda de tudo o que realmente importa. O contraste entre o passado de prestígio e o presente de decadência aparece no trecho “um dia já foi homem, teve amigos, teve amores mas nunca teve amor”, mostrando que, apesar das conquistas e da companhia de muitos, faltou ao protagonista uma conexão afetiva verdadeira.
A narrativa destaca a ascensão e a queda do personagem: “Soberano da roleta e da campista, foi sua majestade o jogador” marca o auge, enquanto “a sua mocidade em fichas transformou” evidencia o desperdício da juventude e das oportunidades. Quando a sorte o abandona, a solidão se torna evidente em “cada amigo num estranho se tornou”. O desfecho, com a repetição do lance final – “Jogo feito, preto 17. Deu preto 17, nem um cão entre os amigos encontrou” – reforça a ideia de que, ao arriscar tudo, o protagonista termina sem nada, nem mesmo a amizade dos que o cercavam. Inspirada pelo contexto do vício em jogos de azar, a canção aprofunda o tom melancólico e reflexivo, mostrando como escolhas impensadas podem levar à ruína e ao isolamento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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