
Asa Branca (part. Luiz Gonzaga)
Nelson Gonçalves
Esperança e resistência no sertão em “Asa Branca”
Em “Asa Branca (part. Luiz Gonzaga)”, Nelson Gonçalves interpreta uma das músicas mais emblemáticas sobre a vida no sertão nordestino. A escolha da asa-branca como símbolo central não é apenas uma referência à ave migratória, mas também representa a esperança e o próprio sertanejo, que, assim como o pássaro, é forçado a deixar sua terra durante a seca. A letra mostra que a seca afeta não só as pessoas, mas todo o ecossistema do sertão, criando um clima de abandono e saudade.
O sofrimento causado pela seca aparece de forma direta em versos como “Por falta d’água perdi meu gado / Morreu de sede meu alazão”, mostrando a perda material e emocional enfrentada pelo povo nordestino. A despedida de Rosinha, marcada pelo pedido “Guarda contigo meu coração”, traz a esperança de um reencontro, possível apenas com a volta da chuva. Composta em 1947 por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, a canção se tornou um símbolo de resistência e denúncia social, dando voz à migração forçada e à saudade do lar. A promessa final de retorno, “Eu te asseguro, não chore não, viu / Que eu voltarei, viu, meu coração”, resume o sentimento de esperança que atravessa toda a música, tornando “Asa Branca” um retrato sensível e atemporal da luta e da fé do sertanejo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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