
Passarinho Prisioneiro
Nhô Belarmino e Nhâ Gabriela
Crítica à crueldade humana em "Passarinho Prisioneiro"
"Passarinho Prisioneiro", de Nhô Belarmino e Nhâ Gabriela, se destaca por trazer, já nos anos 1950, uma crítica direta à crueldade humana contra a natureza, especialmente ao aprisionamento de pássaros. O diferencial da música está na escolha de narrar a história pelo ponto de vista do próprio passarinho, o que intensifica o tom melancólico e aproxima o ouvinte do sofrimento do animal, que perde a liberdade e é separado dos filhos.
A letra descreve a captura do pássaro por um "vagabundo" que arma uma armadilha, atraindo-o com comida. O sofrimento do animal é exposto em versos como: "Vai se batendo na gaiola como um louco / E pouco a pouco vai ficando depenado", mostrando a violência e a tristeza do cativeiro. O trecho "Que Deus lhe deu por casa a floresta / Que sempre em festa eu tive o céu para voar" reforça que a liberdade é um direito natural dos pássaros, e que prendê-los é uma agressão à ordem natural. O apelo final do passarinho, pedindo para ser solto e se despedindo dos filhos e da floresta, traz uma mensagem ecológica pioneira, antecipando debates ambientais que só se popularizariam décadas depois.
Além da denúncia ambiental, a canção usa a metáfora do passarinho prisioneiro para provocar empatia e reflexão sobre a relação do ser humano com a natureza. O "vagabundo" representa a insensibilidade humana, enquanto o sofrimento do pássaro simboliza as consequências dessa atitude. O desfecho, com a morte do passarinho e o silêncio que se segue – "No seu poleiro nunca mais torna a cantar" –, serve como alerta sobre perdas irreparáveis causadas pela ação humana, tornando "Passarinho Prisioneiro" uma obra sensível e relevante até hoje.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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