
Décima de Uma Rima Só
Nilton Ferreira
Tradição e humor campeiro em “Décima de Uma Rima Só”
Em “Décima de Uma Rima Só”, Nilton Ferreira retrata com humor e autenticidade a vida do gaúcho do interior do Rio Grande do Sul. A música acompanha um personagem que, montado em sua égua, atravessa campos e porteiras para chegar a um baile tradicional. O uso da décima, forma poética típica da região sul, reforça o compromisso do artista com a cultura local. Expressões como “rebola a qualhera” e “surrar calos e frieiras” mergulham o ouvinte no cotidiano rústico e nas gírias do universo rural gaúcho, aproximando a letra da realidade vivida por muitos no campo.
A canção brinca com o exagero e a valentia do protagonista, como no verso “danço de espora e mango, mesmo que o diabo não queira”, mostrando o orgulho e a disposição do personagem para enfrentar qualquer situação, seja na dança ou em confusões. O clima de aventura aumenta quando ele “vai mexer nos camotins e cutucar as cruzeiras”, metáforas para provocar encrenca e se meter em situações complicadas, comuns nos bailes de campanha. O humor aparece em imagens como “me grudei numa gorduxa e fiz ela de trincheira” e “pelei que nem tamanduá, recostado na tronqueira”, misturando a malícia das festas com a esperteza para escapar das enrascadas. No final, a fuga atrapalhada e o retorno para casa “todo ‘lanhado’, mas a carcaça inteira” reforçam o espírito resiliente e brincalhão do gaúcho, celebrando a tradição, o humor e o orgulho das raízes campeiras.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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