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Ironia e desilusão amorosa em "Agata" de Nino Ferrer

Em "Agata", Nino Ferrer utiliza a ironia para suavizar a história de um homem que se sacrifica financeiramente e emocionalmente por amor, mas acaba traído. A letra apresenta, com humor ácido, as privações do cotidiano do personagem: ele para de fumar e passa a roer as unhas, usa roupas remendadas e economiza até no café da manhã, tudo para agradar Agata. O contexto histórico da canção, composta originalmente em 1940 e adaptada por Ferrer em 1969, reforça esse retrato de sacrifício extremo. O personagem chega a viver como um "misérable" e usa um terno herdado do avô, já remendado seis vezes, apenas para satisfazer a mulher amada.

A ironia se torna ainda mais evidente quando, apesar de todos esses esforços, Agata o trai com o dono de um café. Isso destaca a desilusão amorosa e a sensação de inutilidade do sacrifício. O refrão “Agata, tu me ruines / Agata, tu m'assassines” (Agata, você me arruína / Agata, você me mata) usa hipérboles para mostrar o impacto devastador da traição, misturando drama e sarcasmo. O verso “Je suis un homme / Qui n'est plus / Qu'il était” (Sou um homem / Que já não é / O que era) resume a perda de identidade e autoestima do personagem, que não se reconhece mais diante de tanto desgaste. Assim, a música equilibra tristeza e ironia para retratar a amargura de quem se doa demais e recebe apenas decepção.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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