
A Rua É Quem
Nocivo Shomon
Crítica à autenticidade no rap em “A Rua É Quem”
Em “A Rua É Quem”, Nocivo Shomon faz uma crítica direta à apropriação e comercialização do rap nacional, usando como ponto de partida a expressão popularizada por Emicida, “A Rua É Nóiz”. Nocivo questiona a autenticidade de artistas que, segundo ele, se afastaram das raízes e da vivência real das ruas, utilizando o rap apenas como meio de alcançar fama e lucro. Isso fica claro em versos como “Grita que é da rua, nunca será a favela” e “Vende vários CDs fazendo música sem alma”, nos quais ele denuncia quem se diz representante da cultura de rua, mas não compartilha de sua realidade.
A música também critica a superficialidade e a repetição de fórmulas no rap, como em “Cansei de festa lotada pra ouvir rap vazio” e “Tu conta muita história pra quem tem tão pouca vida”. Nocivo faz referência direta à rivalidade com Emicida, ironizando o bordão e afirmando “O gueto é muito grande mas só cabe um Racionais”, sugerindo que poucos são os verdadeiros representantes do rap de rua. O refrão, “A rua é quem eu vou mostrar / Se é combate não vou recusar”, reforça a postura combativa e autêntica de Nocivo, disposto a enfrentar quem considera impostor. O contexto de rivalidade e provocações entre Nocivo Shomon e Emicida explica o tom agressivo da letra, que funciona tanto como manifesto artístico quanto como ataque pessoal, sempre defendendo a essência do rap de rua.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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