
Olhos de Serpente
Nocivo Shomon
Crítica social e resistência em “Olhos de Serpente”
Em “Olhos de Serpente”, Nocivo Shomon utiliza a imagem dos "olhos de serpente" para simbolizar a necessidade de atenção e esperteza diante de um sistema social e político opressor. Logo no início, a música retrata a rotina difícil das classes populares, evidenciando a pressão das dívidas e a sensação de que o trabalho não basta para garantir o básico, como nos versos: “Parcela atrasada e a muié acelerando / Velozes e furiosos as contas estão chegando”. O trecho “Tudo é passageiro menos o banco cobrando” reforça que, apesar das mudanças, a cobrança financeira é constante na vida das pessoas.
A letra faz críticas diretas à desigualdade social, à exploração econômica e à corrupção política no Brasil. Isso aparece em versos como “Metade o governo vai leva na terra onde já nascemos devendo imposto” e “O Brasil virou um puteiro e o congresso virou um chiqueiro”, que expressam indignação com a classe política e a sensação de que o país é conduzido por interesses próprios. A música também aborda a alienação cultural e o consumismo, como em “Acha foda hotdog desmerece o cuzcuz”, criticando a valorização do que é estrangeiro em detrimento do nacional. O refrão “Abra os olhos pra vê quem comanda o mundo” serve como um alerta, incentivando o ouvinte a desenvolver consciência crítica sobre quem realmente detém o poder. Assim, a música apresenta um retrato direto das injustiças sociais brasileiras, usando linguagem acessível e imagens urbanas para provocar reflexão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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