
Pixadores 2
Nocivo Shomon
A crítica social e urbana em “Pixadores 2” de Nocivo Shomon
A música “Pixadores 2”, de Nocivo Shomon, aborda a pixação como uma forma de resistência e denúncia social, indo além da visão comum de vandalismo. No trecho “Pixar é crime / Onde arte é corrupção / Pixaram nossa bandeira, sujeira na eleição”, o artista faz uma crítica direta à hipocrisia social: enquanto a sociedade condena a arte marginal, ignora crimes de corrupção muito mais graves. Essa inversão de valores é reforçada quando Nocivo compara o tratamento dado aos pixadores com o de políticos corruptos, citando “mensaleiros de férias” e “juiz absorve Samarco”, referência ao desastre de Mariana e à impunidade dos poderosos.
O contexto do filme “Urubus” e a trajetória de Nocivo Shomon como grafiteiro e tatuador dão autenticidade à letra, mostrando seu conhecimento sobre a cultura da pixação. Ao mencionar crews e nomes conhecidos da cena paulistana, como “Cowboys, T44, Rapito, hotcity”, o rapper homenageia a coletividade e a identidade desses grupos, reforçando a ideia de que a cidade é uma tela viva para quem é “viciado em foscar”. Versos como “Brincando com a morte, escrevendo o ódio da vida” e “Adrenalina no sangue minha gangue vai invadir” destacam o risco, a adrenalina e o sentimento de pertencimento do movimento. No fim, a música deixa claro que a pixação é uma resposta à exclusão e à hipocrisia social, uma forma de marcar presença e resistir em uma cidade que insiste em silenciar as vozes das periferias.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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