
Poesia da Madrugada
Nocivo Shomon
Contradições urbanas e autenticidade em "Poesia da Madrugada"
"Poesia da Madrugada", de Nocivo Shomon, começa com um contraste forte: “Os mortos resistindo e os vivos se entregando”. Essa inversão de papéis já aponta para a crítica social que atravessa toda a música. Nocivo expõe a hipocrisia e a apatia de uma sociedade que, diante do sofrimento, muitas vezes prefere se calar ou se vender, como mostra o verso “Fulano ali se vende sim é só aumentar o preço”. O contexto da composição revela que a faixa nasceu como uma reflexão sobre a busca por autenticidade e liberdade, o que se conecta à recusa do artista em aceitar a superficialidade: “Avesso à futilidade / Os de mentira vive gritando que é de verdade”.
O refrão, “Na madrugada, escrevendo ao lado da solidão / Em cada linha escrita, um pedaço do coração”, reforça o clima introspectivo e urbano, mostrando a madrugada como espaço de criação, isolamento e honestidade emocional. Metáforas como “navego num mar de almas implorando alforria” ampliam o sentido de luta coletiva por liberdade, enquanto “Humildade não é escudo, nem nosso sofrer orgulho” critica a romantização do sofrimento nas periferias. A versão acústica lançada depois intensificou essa atmosfera crua e realista, aproximando o ouvinte da vulnerabilidade e sinceridade da letra. Assim, "Poesia da Madrugada" se destaca como um retrato direto das contradições e desafios de quem busca manter a integridade em meio à dureza da vida urbana.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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