
R.U.A 3 (Selva de Concreto)
Nocivo Shomon
A realidade das ruas em “R.U.A 3 (Selva de Concreto)”
“R.U.A 3 (Selva de Concreto)”, de Nocivo Shomon, retrata de forma direta a dureza do cotidiano nas periferias urbanas. A música usa a metáfora da selva para mostrar que a vida nas ruas segue regras próprias, marcadas pela violência e pela desconfiança. O termo “selva de concreto” vai além de uma imagem poética: descreve o ambiente hostil das favelas, onde, como diz Vietnã, “sociedade é a fauna mais macabra que eu pude presenciar”. Essa comparação reforça a necessidade de estar sempre alerta, como um animal em perigo, já que “quem fala é o caçador rasgando a dor preparado pra revidar”.
A faixa é uma cypher colaborativa, reunindo nomes consagrados e novos talentos do rap nacional, o que amplia a autenticidade do retrato social apresentado. As letras abordam temas como desigualdade, repressão policial, tráfico, abandono do Estado e o impacto das drogas, exemplificado em “o crack da quebrada levou 10 no fliperama” e “hoje a pedra faz o gueto parecer The Walking Dead”. O refrão de Chico, “Resistência, união, atitude”, resume o espírito da música e da série R.U.A, funcionando como um manifesto coletivo. Clara Lima cita Martin Luther King para conectar a luta periférica à resistência histórica, enquanto Raillow e NP Vocal destacam o ciclo de violência e a falta de perspectivas. A música, assim, denuncia a realidade das ruas, mas também valoriza a resiliência e a união como formas de enfrentar a opressão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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