
Saravando Xango
Noriel Vilela
Fé e ancestralidade afro-brasileira em “Saravando Xango”
“Saravando Xango”, de Noriel Vilela, destaca de forma clara e orgulhosa a importância da fé e da ancestralidade afro-brasileira na vida do artista. Logo no início, versos como “Eu sou filho de Xangô / E tenho Fé no meu pai” evidenciam a devoção pessoal de Noriel e ressaltam Xangô como símbolo de proteção, justiça e força para os praticantes das religiões de matriz africana. Lançada em 1969 no álbum “Eis o Ôme”, a música utiliza a voz marcante do cantor para valorizar a religiosidade dos terreiros e dar visibilidade a tradições frequentemente marginalizadas no Brasil.
A letra traz referências diretas aos rituais do Candomblé e da Umbanda, como em “No seu Congá / Xangô” e “Nas sete linhas de Umbanda / Vão a Xangô saravar”. O termo “saravar” significa saudar ou reverenciar, demonstrando respeito ao orixá. A repetição de “Caô Leleleleleleô / Caô Kabecilhe é Xangô” é uma saudação tradicional, reconhecendo a autoridade de Xangô e pedindo licença para louvá-lo. A imagem da “pedra rolou, não caiu” faz referência à força e estabilidade de Xangô, associado às pedreiras e à resistência diante das dificuldades. Ao longo da canção, a confiança na proteção espiritual é constante, como em “Filho de Xangô não teme / Porque é filho de Rei”, reforçando o orgulho e o sentimento de pertencimento de quem se identifica com essa tradição.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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