
Só o Ôme
Noriel Vilela
Religiosidade popular e humor em “Só o Ôme” de Noriel Vilela
“Só o Ôme”, de Noriel Vilela, se destaca por unir humor e religiosidade popular ao retratar práticas da umbanda com uma linguagem coloquial, repleta de expressões típicas dos terreiros. O verso “Só o ôme é que pode ti ajudá” faz referência direta à busca por auxílio espiritual, especialmente por meio de entidades masculinas cultuadas na umbanda, como Exu, que costuma receber oferendas em encruzilhadas à meia-noite. Termos como “marafo” (cachaça) e “incruziada” (encruzilhada) reforçam a ligação da música com os rituais afro-brasileiros, mostrando como esses elementos fazem parte do cotidiano religioso de muitos brasileiros.
A letra apresenta uma espécie de “receita” para resolver problemas espirituais, sugerindo que o personagem está em apuros por causa de suas próprias ações: “Tem sido mau fio mau marido / Inda puxa saco di patrão / Fez candonga di cumpanheiro seu / Ele botou feitiço em suncê”. A música brinca com a ideia de que os problemas do personagem são consequência de suas escolhas e que, para se livrar do “feitiço”, só um ritual específico pode ajudar. O tom leve e bem-humorado, característico do sambalanço de Noriel, transforma uma situação de tensão espiritual em algo acessível, ao mesmo tempo em que valoriza a cultura popular e as tradições afro-brasileiras. Assim, a canção celebra essas práticas e faz uma crítica sutil aos comportamentos que levam alguém a buscar esse tipo de ajuda.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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