
Fado do Ribatejo
Nuno da Câmara Pereira
Saudade e tradição em "Fado do Ribatejo" de Nuno da Câmara Pereira
"Fado do Ribatejo", interpretada por Nuno da Câmara Pereira, explora a forte ligação emocional do eu lírico com a região do Ribatejo, destacando como a saudade e a perda se misturam à paisagem e às tradições locais. O verso “Já não percorro contente / Os campos da minha terra” mostra uma ruptura com o passado feliz, enquanto a menção direta a Salvaterra, vila típica do Ribatejo, reforça o caráter pessoal e regional da nostalgia. O Ribatejo, conhecido por suas festas, canto e vida rural, surge na canção como um espaço marcado pela ausência e pela dor, especialmente quando o narrador lamenta: “Já te não vejo / Sempre a cantar” e sente os “prados e montes” a chorar.
O refrão traz o campino, figura central da cultura ribatejana, como símbolo das tradições do campo. A frase “Porque o campino / Está na prisão” pode ser entendida de forma literal, sugerindo a perda de liberdade de alguém real, ou metafórica, representando o aprisionamento das tradições diante das mudanças sociais. O tom melancólico se intensifica ao mostrar que até a natureza, antes fonte de alegria, agora transmite tristeza e desolação. Assim, a canção expressa não só a saudade de um tempo e lugar, mas também reflete sobre o sofrimento e as transformações inevitáveis, temas centrais do fado e da identidade ribatejana.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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