
Fado do Cacilheiro
Nuno da Câmara Pereira
O cotidiano e a identidade em “Fado do Cacilheiro”
“Fado do Cacilheiro”, de Nuno da Câmara Pereira, explora a relação íntima entre o narrador e o rio Tejo, transformando o cacilheiro em símbolo de identidade e pertencimento. Ao dizer “minha rua é o Tejo” e “o meu bairro é sobre as águas”, a letra rompe com a ideia tradicional de lar fixo, mostrando que o barco e o rio são espaços de memória, trabalho e convivência. O cacilheiro, chamado de “pequeno berço do povo”, representa não só o meio de subsistência, mas também um local de encontros, histórias e afetos, como na lembrança da “varina atrevida” que se tornou companheira de vida.
A música aborda o passar do tempo com nostalgia, mas sem tristeza. Versos como “A idade foi chegando / Ai... O cabelo branqueando / Mas o Tejo é sempre novo” mostram o contraste entre o envelhecimento do narrador e a renovação constante do rio, sugerindo uma aceitação tranquila da vida. A menção ao Cristo-Rei, “os braços... a abraçar Lisboa”, reforça o sentimento de proteção e pertencimento coletivo, conectando o narrador à cidade e à sua gente. Com imagens do cotidiano e sentimentos de orgulho, a canção celebra a beleza da vida simples e dos laços criados no dia a dia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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