
Olim Lacus Colueram
Carl Orff
Ironia e efemeridade em “Olim Lacus Colueram” de Carl Orff
Em “Olim Lacus Colueram”, Carl Orff utiliza a figura de um cisne como narrador para abordar, de forma irônica e sombria, a transitoriedade da beleza e a inevitabilidade da decadência. O cisne, que antes era símbolo de graça e liberdade, lamenta sua transformação em alimento, destacando a brutalidade dessa mudança. O contraste entre os versos “olim pulcher extiteram, dum cignus ego fueram” ("antes eu era belo, quando era um cisne") e “modo niger et ustus fortiter” ("agora estou negro e fortemente queimado") evidencia a perda de dignidade e a efemeridade da condição humana.
A ironia se intensifica quando o cisne descreve seu sofrimento de maneira quase teatral, especialmente ao observar os dentes dos que estão prestes a devorá-lo: “dentes frendentes video” ("vejo dentes rangendo"). A música exige notas agudas do tenor, o que reforça o desespero e a agonia do personagem, tornando o sofrimento ainda mais vívido para o ouvinte. Inserida na obra "Carmina Burana", essa peça utiliza o lamento do cisne para ilustrar temas universais como a fragilidade da vida e o destino inevitável. Orff une textos medievais a uma linguagem musical moderna, criando uma crítica ácida e trágica sobre a existência humana.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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