
Veris Leta Facies
Carl Orff
Renovação e celebração da natureza em “Veris Leta Facies”
Em “Veris Leta Facies”, Carl Orff transforma um poema medieval dos Goliardos em uma celebração vibrante da primavera. O texto, escrito no século XIII, destaca a vitória da primavera sobre o inverno, simbolizando o triunfo da alegria e da vida sobre a tristeza e a rigidez. A referência à deusa Flora, em “em vestitu vario / Flora principatur” (em vestes variadas, Flora reina), reforça a ideia de exuberância e diversidade que a natureza assume nesse período. Já o trecho “nemorum dulcisono / que cantu celebratur” (os bosques celebram com doce canto) mostra como toda a natureza participa dessa renovação coletiva.
O poema utiliza imagens sensoriais para criar uma atmosfera festiva, como em “Zephyrus nectareo / spirans in odore” (Zéfiro soprando com odor de néctar), que sugere o perfume das flores e o frescor do vento primaveril. Personagens mitológicos como Phebus (Apolo, o Sol) e Philomena (o rouxinol) ampliam o tom de celebração, associando a primavera à música, à luz e ao amor. O verso “curramus in amore” (corramos em direção ao amor) convida todos a se entregarem à paixão e à alegria, reforçando o caráter coletivo da estação. Apesar do tom leve e festivo, a música já foi usada em contextos sombrios, como no filme “Salò” de Pasolini, mostrando como a arte pode ser reinterpretada, mas sua essência permanece ligada à celebração da vida e da natureza.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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