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Letra

    Quando estendo os pelegos
    Querendo dar um cochilo
    Pensando em sestear tranqüilo
    Só pra aliviar a ressaca
    Parece que o bicharedo
    Tem gosto em fazer alarde
    Até um terneiro do tarde
    Se extravia da vaca
    Um pica-pau entonado
    Chega a remanchar o bico
    Contra o palanque de angico
    Junto à cancela da frente
    Uma gansa impertinente
    Se esgoela chamando o macho
    E nunca falta um leitão guacho
    Pra fuçar nos pés da gente

    (Nessas tardes de verão
    Em plena segunda-feira
    Não tem proposta que sirva
    Pra curar essa lombeira)

    Um marimbondo traz barro
    Para o seu rancho comprido
    E se atraca num zunido
    Que é o seu canto de trabalho
    A garnizé alarmenta
    Faz propaganda do ovo
    E um lote de cusco novo
    Faniça embaixo do assoalho
    A porta da estrebaria
    Parece que se espreguiça
    Ao ranger das dobradiças
    Num vai e vem insistente
    E no esteio a mamangaba
    Quase derrete a verruma
    E a varejeira se apruma
    No ouvido do penitente

    (Nessas tardes de verão
    Em plena segunda-feira
    Não tem proposta que sirva
    Pra curar essa lombeira)

    Composição: Jaime Brum Carlos / Sérgio Roca. Essa informação está errada? Nos avise.

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