
A Feira
Oswaldo Montenegro
Crítica social e ironia em "A Feira" de Oswaldo Montenegro
Em "A Feira", Oswaldo Montenegro utiliza a metáfora de uma feira popular para criticar a forma como a sociedade transforma até mesmo experiências e sentimentos em mercadorias. Logo no início, a oferta de "a morte à vista" e "a vida à prestação" expõe, de maneira irônica, como aspectos fundamentais da existência humana são tratados como produtos, destacando a efemeridade da vida e a tendência de atribuir valor comercial ao que é imaterial.
O tom leve e quase brincalhão do vendedor, que diz "um beijo se é bonita" e "dou de graça uma risada", reforça a crítica à superficialidade das relações e à banalização dos sentimentos, como se tudo pudesse ser negociado. O ponto central da música aparece quando o narrador afirma: "Só não lhe vendo esperança, moço / Pois isso ninguém mais tem". Essa recusa em vender esperança encerra a canção com uma reflexão amarga, sugerindo que, apesar de tudo estar à venda, valores essenciais como a esperança já não existem na sociedade atual. Assim, Montenegro propõe uma reflexão sobre o que realmente importa e o que se perdeu em meio à lógica do consumo, mantendo um tom leve, mas carregado de crítica social e existencial.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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