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Celebração e efemeridade em “A Festa” de Oswaldo Montenegro

Em “A Festa”, Oswaldo Montenegro explora a dualidade entre celebração e transitoriedade. O verso “Baco do vinho sou eu” destaca o tom lúdico da música, associando o eu lírico ao deus romano do vinho e das festas, símbolo de entrega e alegria. Já a expressão “megalomaní-acúmulo de vento” brinca com as palavras para sugerir uma grandiosidade que, no fundo, é passageira, como o vento que não se pode segurar. Essa ideia de intensidade efêmera se repete em “Se couber no pensamento / Se não couber já morreu”, mostrando que as experiências só existem enquanto são sentidas ou lembradas.

A menção a “Imitando gilberto gil / Pra cantar a vida inteira” reforça o clima descontraído e presta homenagem à liberdade criativa de Gilberto Gil, sugerindo que viver e cantar são formas de celebração contínua. O refrão “Cadê o som? sumiu?” funciona como metáfora para a busca constante por sentido, inspiração ou alegria, que podem desaparecer de repente, deixando um vazio momentâneo. Mesmo sem um contexto específico sobre a inspiração da canção, Montenegro mistura imagens e sensações para criar um ambiente de festa, espontaneidade e reflexão sobre o que é passageiro e o que permanece na memória.

Composição: Mongol, Waldir Azevedo, Oswaldo Montenegro, Armando Nunes. Essa informação está errada? Nos avise.

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